ANA: investimento em alertas de desastres evitam perdas financeiras

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A Sucursal Vernáculo de Águas e Saneamento Indispensável (ANA) aponta que a cada R$ 1 investido na implementação em áreas urbanas de sistemas de alerta para eventos climáticos extremos, uma vez que secas e inundações, pode evitar perdas e custos de até R$ 661, em 8 anos.

Os dados são do levantamento inédito Avaliação de Custos e Benefícios da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) – Estudos de Casos, lançado nesta terça-feira (22), neste Dia Mundial da Chuva . O estudo financiado pela ANA foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federalista do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS).

De harmonia com a escritório reguladora, o estudo reforça a valia do monitoramento hidrológico (níveis e vazões de rios e de chuvas) e a premência de se aprimorar a atuação da ANA na coordenação da Rede Hidrometeorológica Vernáculo (RHN).  Essa rede fornece dados que permitem saber melhor o comportamento da chuva e do clima no país, por meio do monitoramento de rios e de chuvas em todo o Brasil. Ao todo, são mais de 4,7 milénio estações de monitoramento, sendo aproximadamente 1,9 milénio estações fluviométricas (medem níveis e/ou vazões de rios) e 2,8 milénio estações pluviométricas (medem chuvas).

Para fazer a estudo de custos e benefícios proporcionados, o estudo abordou aspectos gerais do impacto das condições climáticas e hidrológicas em todas as atividades produtivas na sociedade, uma vez que produção agrícola e industrial, geração de pujança, transportes, infraestrutura e resguardo social e usuários do saneamento capital.

Os dados e informações da RHN permitiram o mapeamento de áreas inundáveis com os cálculos dos períodos prováveis de retorno das ocorrências de eventos extremos.

Com o monitoramento, o estudo pretende subsidiar e qualificar a tomada de decisões órgãos e entidades públicas e privadas.

O estudo revela, porém, que nem todas as perdas decorrentes de eventos extremos podem ser evitadas, pois algumas situações são demasiadamente severas nestes ambientes urbanos.

Casos

A publicação traz um levantamento inédito realizado nos municípios Sebastião do Caí e Montenegro, no Rio Grande do Sul, habitualmente, sujeitos a cheias do rio Caí.

Neste caso, o estudo concluiu que se as informações forem empregadas no planejamento urbano, por exemplo, para restringir ocupações em áreas inundáveis, essas informações poderiam trazer um retorno (em danos e perdas evitadas) de até R$ 14 para cada R$ 1 investido.

Quando o estudo considera o caso da bacia hidrográfica do Rio Taquari-Antas, na porção nordeste do Rio Grande do Sul, conclui que a cada R$ 1 aplicado no custeio da rede de monitoramento de chuvas e rios locais para produzir os dados de melhor qualidade, os benefícios podem chegar a R$ 106. Neste caso, as informações vindas do sistema de alerta na região podem reduzir os custos decorrentes da garantia física de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e da geração de pujança que a hidrelétrica é capaz de produzir.

Outro resultado do levantamento aponta que cada R$ 1 investido na RHN para disponibilizar dados ao processo decisório para operação hidrelétrica na bacia do Rio Paraná pode trazer um retorno de R$ 134.

O levantamento da ANA também evolveu o impacto do planejamento de revitalização de bacias hidrográficas uma vez que da dimensão da bacia hidrográfica do Arroio Espanhol, no Rio Grande do Sul, por exemplo, para definir políticas de investimentos de recursos, indicando áreas prioritárias para recebe-los, onde é menor a incerteza de inundações.

Conclusões

Para o poder público os dados e informações hidrológicos foram considerados necessários não exclusivamente para o mapeamento de áreas de inundação e de risco, mas sobretudo para a feição e operação de Sistemas de Alerta e Resposta que irão orientar a Resguardo Social lugar em ações para proteção da população e do patrimônio. “Quanto melhor a disponibilidade desses dados para o poder público lugar/regional, maior o conhecimento sobre os riscos de inundação das áreas ocupadas e melhor a capacidade de prever eventos críticos, resultando em maiores danos evitados, menores riscos à vida das pessoas e menores os custos de operação de Sistemas de Alerta e Resposta (Resguardo Social)”, diz o estudo.

Por termo, o estudo defende os investimentos na implementação e manutenção dos sistemas de alerta da RHN para que governo e a sociedade possam gerir estrategicamente os recursos naturais, principalmente a chuva, diminuir riscos e custos e prometer a segurança e segurança hídrica e propagação econômico sustentado.

Nascente: Sucursal Brasil