Adultos e crianças do Família Acolhedora têm tarde de integração

Adultos e crianças do Família Acolhedora têm tarde de integração

Famílias e crianças que participam do programa Família Acolhedora, da Fundação de Ação Social (FAS), participaram de um momento de integração, na tarde deste sábado (9/7). O encontro, realizado no Centro de Atividades Sociais dos Oficiais do Cindacta II, Bacacheri, foi um momento de troca de experiências entre os adultos e de brincadeiras e muita diversão para os acolhidos.

O evento teve ainda a participação de servidores da FAS e de representantes das organizações da sociedade civil (OSCs) Acridas e a Recriar, responsáveis pelo cadastramento e capacitação das famílias que integram o programa.

Lançado em 2019, o Família Acolhedora promove o acolhimento de crianças e de adolescentes afastados de seus responsáveis por medida de proteção e permite que eles sejam cuidados temporariamente por outra família, que durante o período de acolhimento assume a sua assistência.

Com o desenvolvimento do programa, o município e as OSCs buscam garantir a proteção integral à criança e ao adolescente acolhido, assegurar direitos, restabelecer vínculos e referências com a família ou com a comunidade, além de promover a inclusão social.

Ajudar alguém

A pedagoga Natalye Drygla Oliveira Scremin, 40 anos, e o marido, João Luis Scremin, 45 anos, fazem parte do Família Acolhedora e participaram da tarde de integração. Acompanhados dos dois filhos, de 9 e 8 anos, eles levaram o menino E., 2 anos, que acolhem há 8 meses, para brincar e se divertir com as crianças.

“Está sendo uma experiência fantástica, poder ajudar no desenvolvimento de uma pessoa, a mudar a vida dela”, explicou. Natalye contou que cuidar de E. está sendo mais fácil do que imaginava e que pretende acolher outras crianças, assim que o menino tiver seu destino decidido pela Justiça, que pode ser o retorno para a família de origem ou a colocação para adoção.

S.C., 13 anos, também participou do evento, acompanhada de sua família acolhedora, formada por Sharlene Elias Pizzaia, 44 anos, e Giovani Pizzaia, 40 anos, e pelas filhas do casal de 13 e 7 anos. Há dez meses acolhida, S.C. contou que se sente protegida. “Eles são mais meus pais do que minha família de verdade”, disse.

Amor e direitos

A assessora de Gestão Intersetorial da FAS, Roberta Cristina Pivatto Borges, agradeceu a participação das famílias no programa municipal.

“Vocês fazem um trabalho maravilhoso que é o de proteção das crianças. Isso é uma missão de vida e o maior motivador disso é o amor que, com certeza, trará resultados muito positivos para elas”, disse.

Para o gestor da Acridas, o psicólogo Willian Rodrigo do Amaral, participar do Família Acolhedora é um privilégio.

“Por meio do programa propiciamos a melhoria na vida das crianças, permitimos que elas tenham acesso aos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas principalmente garantimos que elas tenham amor.”

O programa

Desde que foi implantado, 234 famílias se inscreveram e 58 delas foram capacitadas para participar do programa. Destas, 29 delas já receberam 45 crianças e adolescentes. Todas são acompanhadas pela Acridas e Recriar, OSCs aprovadas em um chamamento público feito pela FAS para buscar e formar as famílias acolhedoras. 

Além da capacitação, as famílias passam por avaliações psicológicas e psiquiátricas, cadastramento, para só então ter autorização de acolher uma criança ou adolescente, encaminhados pela Justiça. Todo o trabalho é supervisionado pelas equipes técnicas do município e do Poder Judiciário.

As famílias acolhedoras recebem um subsídio financeiro (bolsa-auxílio) de R$ 998.

Ordem judicial

O acolhimento de uma criança ou adolescentes acontece somente quando há um pedido de autoridades competentes, como o Poder Judiciário, o Ministério Público e conselhos tutelares. Previsto no Artigo 98 do ECA, o serviço funciona como uma medida de proteção para crianças e adolescentes, normalmente vítimas de violência e com direitos violados ou ameaçados.

Entre a situações levadas em conta para a determinação do acolhimento estão  principalmente o abandono, maus-tratos, negligência, quebra ou suspensão momentânea do vínculo familiar e comunitário.

Presenças

Participaram também da integração a coordenadora da Alta Complexidade da FAS, Nair Araújo Brito de Macedo, e a gerente de Acolhimento Familiar e Repúblicas para Jovens, Lígia Teresinha Muller.

A Recriar foi representada por sua coordenadora, a psicóloga Ana Lúcia Cavalcante, pelos psicólogos Juliana Maranhão e Jefferson Nunes, e pelas assistentes sociais Eliane Pazine e Thais Moroz.

Fonte: Prefeitura de Curitiba