Curitiba recebe pesquisadores de vários países em simpósio de sustentabilidade

Curitiba recebe pesquisadores de vários países em simpósio de sustentabilidade

 

Para discutir o desenvolvimento sustentável a partir de uma perspectiva latino-americana e considerando as particularidades do continente, a PUCPR, em parceria com a Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e a Prefeitura de Curitiba, recebeu o Latin American Symposium on Sustainability.

O evento, realizado através da Assessoria de Relações Internacionais da Prefeitura de Curitiba e que contou com o apoio do Instituto Municipal deTurismo reuniu pesquisadores, membros de ONGs, representantes do setor público e privado, integrantes de movimentos sociais e entusiastas do tema, vindos de todo o Brasil, da América Latina e do mundo.

Os principais temas discutidos durante esta semana foram a relação da indústria 4.0 com sustentabilidade; responsabilidade social corporativa; cidades sustentáveis; universidades sustentáveis; inovação social; mitigação dos problemas climáticos; estudos de gênero e diversidade. O evento foi todo conduzido em inglês, incluindo palestras e trabalhos submetidos.

“Curitiba tem um longo histórico de cuidado com o meio ambiente e, recentemente, foi reconhecida como cidade inteligente e inovadora pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Porém, ainda que prêmios e honrarias como esses possuam grande valor, me traz mais alegria e sentimento de realização poder observar todos os dias os belos resultados dos nossos programas e projetos de sustentabilidade e responsabilidade social”, afirmou o prefeito Rafael Greca em carta para os participantes do evento.

Além da Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo, parceira alemã da PUCPR na realização do evento, outras instituições como a Pontifícia Universidade Boliviana, a Universidade de Ferrara (Itália) e a Universidade de Colima (México) contribuíram com a organização e divulgação do evento, além de trazerem pesquisadores e palestrantes.

“Com este Simpósio Curitiba reforçou sua vocação para ser um centro de pesquisa e sustentabilidade a nível internacional”afirmou o assessor de Relações Internacionais, Rodolpho Zannin Feijó.

“Muitos de nossos pontos turísticos não foram construídos somente com o objetivo de servirem de atração turística, mas sim para proteger, recuperar ou dar novo significado a áreas ambientalmente sensíveis” disse Ana Thereza Kastrup, assessora de comunicação e curadoria do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba.

City tour de sustentabilidade

Durante o simpósio, a Prefeitura de Curitiba ofereceu um city tour exclusivo para apresentar alguns dos recentes projetos de sustentabilidade. O tour foi realizado com o hibribus, ônibus movido a eletricidade e biodiesel, que reduz 90% a emissão de poluentes, na comparação com os ônibus tradicionais.

Os participantes conheceram o Jardim Botânico, o Jardim das Sensações, a Galeria das Quatro Estações, lagos, fontes, pista de caminhada, entre outras atrações do local mais visitado da capital do Paraná.

“O resultado foi muito melhor do que se estava prevendo. As ações de sustentabilidade da Prefeitura são realmente interessantes e a gente recomenda, é claro, para que todos os que vêm a Curitiba possam compartilhar essas experiências no futuro”, afirmou o professor Ubiratã Tortato, da PUCPR

Na Fazenda Urbana os participantes conheceram o espaço dedicado ao ensino de práticas de cultivo sustentável nas cidades, que inclui os mais modernos métodos de plantio de alimentos saudáveis, sem uso de pesticidas. Mais de 60 variedades de orgânicos são produzidas, incluindo frutas, vegetais, hortaliças, ervas, temperos, chás e plantas alimentícias não convencionais (pancs).

Outra visita aconteceu no Bosque Zaninelli, a Escola de Sustentabilidade que oferece cursos e treinamentos relacionados à preservação ambiental.

“Vivenciar a prática da sustentabilidade é algo fantástico. Eu não conhecia a cidade de Curitiba e esta foi uma oportunidade de visitá-la e até mesmo fazer diferenciações entre o estado do Paraná e o da Bahia, como as diferenças de nomeações de plantas”, disse o professor Rives Borges Rocha, da Universidade Fernando Pessoa, em Portugal.

Fonte: Prefeitura de Curitiba