Dia estadual de combate ao feminicídio amplia a visibilidade para o problema

Dia estadual de combate ao feminicídio amplia a visibilidade para o problema

A morte violenta de mulheres por questões de gênero, tipificada em alguns sistemas penais como homicídio agravado e, em outros — como é o caso do Brasil — sob a figura do feminicídio, constitui a forma mais extrema de violência contra a mulher. No Paraná, 22 de julho foi instituído pela Lei nº 19.873/2019 como Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, em memória à advogada Tatiane Spitzner, assassinada pelo marido em 2018 na cidade de Guarapuava, interior do Estado. 

A Assessoria de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres da Prefeitura foi criada para o avanço de políticas públicas na prevenção dos crimes de gênero, mas este é um trabalho constante. O Paraná teve até junho deste ano, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-PR), 96 novos casos de feminicídio e seis deles também foram registrados pela Casa da Mulher Brasileira de Curitiba.

“Combater a violência contra as mulheres se faz cada dia mais necessário. Só vamos mudar essa realidade quando conseguirmos trabalhar exaustivamente na prevenção, na aplicação de políticas públicas, e fundamentalmente, na educação e cultura”, reforça Elenice Malzoni, assessora de Direitos Humanos e Política para Mulheres.  

A necessidade de um dia de combate aumenta a visibilidade para a questão e amplia a conscientização da população para o assunto, uma vez que esses crimes são normalmente precedidos de outras manifestações de violência (seja ela física, psicológica, moral ou sexual) que acabam por resultar no ato criminoso. 

Ampliando a visibilidade

Nesta semana, a Assessoria de Direitos Humanos e Política para Mulheres realizou programações de conscientização para marcar o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. 

O Ônibus Lilás, usado nas campanhas da assessoria, esteve no Santuário da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, durante  horário de novenas, para acolher mulheres (cisgênero, heterossexuais, lésbicas, bissexual, travestis e transexuais) em situação de violência, levando informações e orientando no enfrentamento da questão. A ação acontecerá mensalmente nas quartas-feiras, durante as novenas.

Em todo o mês de julho, a equipe da Central 156 recebeu capacitação técnica sobre os conceitos e procedimentos a serem adotados nas situações de denúncias de violência contra as mulheres. O treinamento aconteceu de forma on-line.

“Vamos sensibilizar a comunidade para todos atuarem de foram integrada e para que possamos evitar os crimes que afetam diretamente a vida das mulheres, seus filhos e toda a família”, finaliza Elenice.

Canais de denúncia

É importante denunciar casos suspeitos ao menor sinal de violência, para que a agressão não se torne um feminicídio. 

Casa da Mulher Brasileira: 3221-2710

Avenida Paraná, 870, Cabral

Delegacia da Mulher: 3219-8600

Avenida Paraná, 870, Cabral

Guarda Municipal: 153

Polícia Militar: 190

Fonte: Prefeitura de Curitiba