Em um ano, Pirâmide Solar de Curitiba gera economia de R$ 2,3 milhões para a Prefeitura

Em um ano, Pirâmide Solar de Curitiba gera economia de R$ 2,3 milhões para a Prefeitura

Nos últimos 12 meses, o Sol que brilhou na Caximba, onde há 21 anos funcionou o velho aterro sanitário, transformou a radiação solar em pujança fotovoltaica. Mais do que isso, o funcionamento da Pirâmide Solar de Curitiba – Parque Fotovoltaico da Caximba comprovou que uma boa teoria pode ser colocada em prática e gerar um porvir melhor.

Nesta sexta-feira, dia 29 de março, a Pirâmide Solar completa um ano de história. Inaugurada em 2023, no mesmo dia em que Curitiba completou 330 anos, a Pirâmide Solar já gerou 4.598.094 Kwh (kilowatts/hora), pujança suficiente para abastecer 20 milénio residências por um mês (residências com família de quatro pessoas). 

Isso representou uma economia de R$ 2,34 milhões para os cofres do município (R$ 2.344.264). Recurso que pode ser utilizado em outras áreas da cidade uma vez que para subsidiar refeições do Mesa Solidária e investir em ações de ensino ambiental com a Família Folhas.

Toda a pujança gerada foi distribuída para 269 prédios públicos da Prefeitura de Curitiba, uma vez que Armazéns da Família, os cinco Restaurantes Populares, Sacolões da Família, Ruas da Cidadania e módulos da Guarda Municipal.

Sozinha, a Pirâmide Solar já é responsável por abastecer 30% da pujança consumida pelos prédios públicos da Prefeitura. A pujança gerada pelos módulos fotovoltaicos da Pirâmide Solar é injetada na rede de distribuição da Companhia Paranaense de Força Elétrica (Copel) e o valor é quebranto da conta de pujança do município. 

“A nossa Pirâmide Solar é um exemplo para o mundo de uma vez que é verosímil gerar pujança de forma limpa e renovável e buscar a justiça climática. Ela transforma a luz solar em pujança limpa. É uma teoria inteligente, uma vez que a nossa Curitiba. Está ajudando a diminuir a poluição no mundo e também provoca nas pessoas o sentimento de que é verosímil vencermos os efeitos perversos do aquecimento global”, afirmou o prefeito Rafael Greca. 

Para a secretária municipal do Meio Envolvente, Marilza do Carmo Oliveira Dias, a Pirâmide Solar de Curitiba é emblemática e representa o movimento da cidade rumo à transição energética. “É uma ação necessária para reduzir a sujeição dos combustíveis fósseis e a emissão de gases. Assim, a nossa cidade vem se tornando protagonista também em relação às mudanças climáticas”, explicou Marilza.

A Pirâmide Solar é a primeira usina fotovoltaica instalada sobre um aterro desativado da América Latina.

Recordes

O recorde de geração diária da Pirâmide Solar foi registrado no dia 5 de novembro, com 29,64 MWh (megawatts/hora). O dia 6 de novembro ficou em segundo lugar com 29,27 MWh.

Até agora, o mês de dezembro de 2023 foi o que registrou a melhor média diária e maior geração mensal, com 596.401 Kwh (kilowatts/hora). No verão, com o Sol mais presente, a geração da Pirâmide Solar é maior.

Projeto de sucesso

O projeto da Pirâmide Solar foi financiado pela Sucursal Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e bem pelo grupo de cidades contra o aquecimento global, o C40.

De entendimento com o diretor de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, João Carlos Fernandes, o investimento de R$ 28 milhões na construção da Pirâmide Solar deve se remunerar em 12 anos, com a geração de pujança fotovoltaica e a ressarcimento na rede da Copel para tristeza da conta de luz nos prédios públicos do município.

“Tudo o que foi definido no projeto da Pirâmide Solar se revelou um sucesso na prática. Os anéis de sustentação dos painéis fotovoltaicos foram uma medida muito acertada. Eles formam a base onde estão instalados os painéis. O aterro ainda sofre deformações, está em movimento, pois o terreno ainda trabalha. Os anéis absorvem as deformações naturais do aterro e não quebram os painéis”, explicou Fernandes.

A Pirâmide Solar tem 18 inversores que convertem a pujança gerada nos painéis fotovoltaicos, que é manante contínua em manante alternada, que é a utilizada na rede da Copel.

Núcleo de ensino ambiental

A Pirâmide Solar de Curitiba também virou um ponto de troca de informações sobre as energias renováveis. A Prefeitura promove visitas guiadas ao sítio para escolas, empresas, grupos e gestores públicos de outras cidades do Brasil e do mundo. 

CLIQUE AQUI para visitar a Pirâmide Solar de Curitiba. Em caso de grupos é preciso solicitar pelo email [email protected].

Curitiba Mais Força

O programa Curitiba Mais Força já foi responsável pela implantação de painéis fotovoltaicos no Palácio 29 de Março, no Salão de Atos do Parque Barigui, na Quinta Urbana de Curitiba e na Galeria das Quatro Estações do Jardim Botânico. Até o término de 2024 esses painéis solares também estarão nos terminais de ônibus do Boqueirão, Santa Cândida e Pinheirinho.

O Curitiba Mais Força conta também com 78 casas populares com painéis solares dentro do programa Cohab Solar e com a mini-usina hidrelétrica CGH Nicolau Kluppel, que gera pujança na queda d’chuva do Parque Barigui.

Números da Pirâmide Solar de Curitiba

8,6 milénio painéis

4,55 MWp de potência instalada

30% da pujança dos prédios públicos do município

R$ 2,3 milhões de economia anual para os cofres públicos com gastos com pujança da Prefeitura de Curitiba

 

*Créditos imagens e informações Prefeitura de Curitiba