Empregabilidade assistida de pessoas com deficiência é discutida na Sipat da Câmara Municipal de Curitiba

Empregabilidade assistida de pessoas com deficiência é discutida na Sipat da Câmara Municipal de Curitiba

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aproveitou a Semana interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat), aberta nesta terça-feira (21/11), para debater sobre a importância da empregabilidade assistida de pessoas com deficiência. Para falar sobre o assunto, convidou a diretora do Departamento dos Direitos da Pessoa Com Deficiência da Prefeitura, Denise Moraes.

“Essa discussão é muito importante porque não basta contratar pessoas com algum tipo de deficiência simplesmente para preencher cota. É necessário que no ambiente de trabalho, seja um órgão público ou uma organização privada, elas tenham condições de executar as funções para as quais estão aptas e permaneçam nas vagas”, frisou Denise, para a plateia formada por servidores do órgão. “Estamos à disposição para ajudá-los e melhorar a acolhida de trabalhadores com esse perfil”, completou.

Metas

Segundo a gestora de Recursos Humanos da CMC, Liege Rocha, essa é uma preocupação do órgão. “Queremos nos preparar para dar suporte às pessoas com deficiência que trabalham conosco porque já identificamos essa necessidade”, disse. Dos cerca de 700 servidores concursados, comissionados e estagiários, 10 têm algum tipo de deficiência e precisam de melhores condições de acessibilidade e apoio dos colegas.

Além de preparar servidores com perfil para o suporte a pessoas com deficiência, outra medida em andamento para chamar a atenção do público para a empatia com quem tem deficiência é a confecção dos cordões de crachá com girassóis. A expectativa é de que adereço, que identifica pessoas com deficiências ocultas ou de difícil percepção e é reconhecido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), entre em uso antes do recesso parlamentar, no fim do ano.

Deficiência e mercado de trabalho

Das 5,1 milhões de pessoas com deficiência trabalhando no Brasil, 11,5% estão em órgãos públicos como a CMC. Os demais são empreendedores (36,5%), atuam no setor privado (35,4%) ou são trabalhadores domésticos (12,8%). Apenas 3,8% são empregadores. Os dados fazem parte da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra Por Domicílio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  

Em Curitiba, o universo de pessoas com deficiência empregadas cresceu quase 10 vezes em 20 anos – de 871 no ano 2000 para 7.675 em 2021. O dado é do Portal de Inspeção do Trabalho, do governo federal.

Fonte: Prefeitura de Curitiba