Memorial de Curitiba fecha temporariamente para obras de melhoria da acessibilidade

Memorial de Curitiba fecha temporariamente para obras de melhoria da acessibilidade

A partir desta terça-feira (9/1), o Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem, estará temporariamente fechado para obras de melhoria na acessibilidade. As obras serão concentradas no térreo e têm previsão de conclusão até fevereiro, quando será reaberto ao público.

Um dos principais espaços culturais da cidade, o Memorial vai receber uma faixa contínua de piso acessível na Praça Iguaçu. O local é todo revestido em paralelepípedos reciclados das ruas Vicente Machado e Saldanha Marinho.

O projeto de melhoria, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e executado sob coordenação da Secretaria Municipal de Obras Públicas, vai proporcionar um ambiente mais inclusivo e acessível. “O piso será adaptado para garantir a circulação segura de pessoas com dificuldade de locomoção. Essa intervenção se conectará à faixa já existente no Largo da Ordem, integrando todo o espaço de maneira acessível”, destaca o arquiteto responsável pelo projeto, Mauro Magnabosco.

Uma plataforma elevatória será instalada no palco da Praça Iguaçu, proporcionando acessibilidade para as apresentações cênicas e musicais. Nesta segunda-feira (8/1) a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, se encontrou com equipes do Ippuc e da Secretaria de Obras para definir as intervenções. 

“São intervenções importantes e que atendem as necessidades do público e também dos artistas, independentemente da condição física”, destaca Ana Castro.

História

Inaugurado em 1996, o Memorial é um local que preserva a história da cidade. Com sua arquitetura moderna, o edifício abriga importantes obras como os altares retábulos da Matriz de Curitiba, datados do século 18 na Capela dos Fundadores, com pinturas do renomado artista plástico Sergio Ferro.

Entre as esculturas permanentes no espaço destacam-se obras de Poty Lazzarotto, de Zaco Paraná e de Ricardo Todd, além das Quatro Estações, de João Turin. A escultura O Bóia-fria em Curitiba, de Expedito Rocha, também integra o acervo permanente no hall de entrada do Salão Brasil.

O espaço também é utilizado para seminários, palestras, oficinas, congressos, lançamentos de livros, entre outras atividades. Suas instalações compreendem salas de exposições (Salão Paranaguá, Salão Paraná e Salão Brasil) e um teatro de 144 lugares.

Fonte: Prefeitura de Curitiba