Prefeitura de Curitiba e SPVS lançam cartilha com metodologia para mitigar efeitos das mudanças climáticas

Prefeitura de Curitiba e SPVS lançam cartilha com metodologia para mitigar efeitos das mudanças climáticas

Em um ano em que o Sul do Brasil vem sendo fortemente afetado por enchentes e o norte do país, como a região do Amazonas, sofre consequências da seca, a Prefeitura de Curitiba e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS lançam a cartilha “Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE) – uma nova metodologia para o enfrentamento das mudanças climáticas em Curitiba”.

O material mostra a importância da conservação e da proteção das áreas naturais, os benefícios proporcionados pelos serviços ecossistêmicos (que a natureza provê direta ou indiretamente) e explica os conceitos de “produção de natureza”, “capital natural” e as relações de todos esses termos com a qualidade de vida e o combate às mudanças climáticas.

A cartilha está disponível para acesso online, livre e gratuito CLIQUE AQUI.

O material foi viabilizado a partir de um termo de fomento entre a Prefeitura de Curitiba e a SPVS, com emenda parlamentar do vereador Dalton Borba. O trabalho foi produzido pela equipe de biólogos, consultores e técnicos em conservação da natureza da SPVS e por profissionais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba.

Felipe Maia Ehmke, diretor do Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, explica que a revista traz uma metodologia de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Também reúne estratégias e boas práticas em prol do fortalecimento de políticas públicas em relação aos assuntos, a exemplo do Plano de Ação Climática de Curitiba (PlanClima), trazendo informações para diferentes públicos.

“O PlanClima traduz o empenho de Curitiba em consolidar uma política climática, para implementar ações transformadoras e inclusivas em prol de uma cidade neutra em emissões e resiliente ao clima até 2050, de acordo com os objetivos do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, diz o diretor.

“A Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE) consiste no estímulo à conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos como parte de uma estratégia mais abrangente para ajudar pessoas, cidades e territórios a se adaptarem aos efeitos adversos das mudanças do clima, que são uma realidade. A utilização dessa ferramenta vem sendo vista, globalmente, como uma das principais premissas a serem adotadas pelos gestores públicos para conter crises socioeconômicas e ambientais”, afirma Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.

De acordo com o coordenador de Projetos da SPVS, Nicholas Kaminski, um dos autores da revista, a elaboração e o fortalecimento de políticas públicas para conservação da natureza, bem como para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, são fundamentais. “Essas informações serão importantes na resposta aos desafios impostos e na garantia de resultados em longo prazo nos centros urbanos”.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas são as transformações, no longo prazo, nos padrões de temperatura e clima do planeta Terra. Essas mudanças estão relacionadas a um processo natural, o chamado “efeito estufa”, que, em virtude das atividades humanas relacionadas ao uso de combustíveis fósseis, associada à degradação dos ecossistemas naturais, vem se intensificando em grande escala, atingindo todo o globo terrestre e comprometendo diretamente as condições para a vida de todas as espécies na Terra.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas responsável por produzir informações científicas, é possível afirmar que 90% das alterações no clima da Terra são decorrentes das ações humanas.

Fonte: Prefeitura de Curitiba