Procuradoria utiliza inteligência artificial para dar agilidade aos atendimentos

Procuradoria utiliza inteligência artificial para dar agilidade aos atendimentos

 

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) utiliza soluções tecnológicas para melhorar cada vez mais os atendimentos às equipes das secretarias e órgãos e ao cidadão. O caminho da inovação começou em 2017 e foi impulsionado a partir da pandemia do novo coronavírus, desde 2020, quando houve períodos em que o trabalho dos procuradores e dos demais servidores da PGM precisava ser feito de forma remota. Aos poucos, a tecnologia e a mudança de visão da equipe ganharam cada vez mais adesão e participação.

O primeiro avanço foi a implantação do Controle de Processos PGM, que completou 4 anos neste mês e vem sendo construído a partir das experiências dos mais de 350 usuários que integram a equipe da PGM.

O CPPGM é integrado ao Sistema Único de Protocolo (SUP), sistema eletrônico corporativo da Prefeitura de Curitiba pelo qual tramitam todos os processos das secretarias e órgãos municipais. Paralelamente, o CPPGM, também é integrado à solução tecnológica do Projudi, o Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná, no qual tramitam os processos judiciais.

Aliado ao CPPGM, a Procuradoria passou a utilizar também a inteligência artificial, conhecida pela sigla IA. Hoje, o uso da inteligência artificial se concentra predominantemente na Procuradoria Fiscal, a partir da forma de trabalho das equipes, da necessidade da área e do volume de demandas, muitas delas repetitivas.

Com a possibilidade de leitura automática das intimações judiciais e protocolo automático de petições repetitivas, o número de petições automáticas na Procuradoria Fiscal passou de 1.392, de junho a dezembro de 2021, para 4.604 de janeiro a agosto de 2022 (até o dia 23/8). Os recursos tecnológicos otimizaram o trabalho dos servidores envolvidos, sempre preservando o cumprimento de prazos.

Denominada Themis, a inteligência artificial poderá auxiliar futuramente na tomada de decisões, a partir de padrões históricos dos encaminhamentos dados pelos procuradores e segundo regras previamente definidas.

O uso da inteligência artificial teve início com as requisições de pequeno valor (RPV) e não apenas na Procuradoria Fiscal, área onde vem sendo utilizada também, por exemplo, nas sentenças de extinção da execução fiscal.

As aplicações dependem previamente de muitos testes que possam garantir 100% de sucesso no seu uso.

“Costumo dizer que as pessoas mais produtivas tendem a ser mais felizes também. O nosso trabalho é infinito. Quanto mais a gente consegue automatizar e padronizar, mais rápidas serão as soluções dadas pela PGM. Os serviços serão prestados com cada vez mais qualidade e os servidores terão mais tempo para o atendimento aos contribuintes e às equipes internas nas secretarias e órgãos”, defende a procuradora Patrícia Ferreira Pomoceno, servidora de carreira há 14 anos.

“Aquilo que precisa de análise e valoração pelos procuradores continuará sendo feito da forma tradicional. Será investido tempo no trabalho intelectual sempre que ele for necessário e com qualidade”, completa ela, entusiasta da inovação na PGM.

Fonte: Prefeitura de Curitiba