“Dia histórico para a democracia brasileira”, diz família de Marielle

"Dia histórico para a democracia brasileira", diz família de Marielle

A prisão dos suspeitos de serem os mandantes do assassínio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes torna nascente domingo (24) um dia histórico para a democracia brasileira, disse em nota a família da vereadora. O texto classifica as prisões porquê mais um passo para a elucidação do transgressão e pondera que há muito a ser esclarecido e investigado.

“É importante não perdermos de vista que até o momento ninguém foi efetivamente responsabilizado por esse transgressão, entre os apontados porquê executores e mandantes.  Todas as prisões são preventivas e ainda há muita coisa a ser investigada e elucidada, principalmente sobre o explicação das motivações de um transgressão tão cruel porquê esse. Mas, os esforços coordenados das autoridades são uma corisco de esperança para nós familiares”.

Na manhã deste domingo (24/03), a operação Murder Inc. cumpre três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de procura e mortificação, expedidos pelo Supremo Tribunal Federalista (STF), todos na cidade do Rio de Janeiro. De consonância com fontes ligadas à investigação, foram presos Domingos Brazão, atual mentor do Tribunal de Contas do Rio, Chiquinho Brazão, deputado federalista do Rio, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Social do Rio.

A operação inclui o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Força-Tarefa do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Transgressão Organizado para o caso Marielle Franco e Anderson Gomes (GAECO/FTMA), a Polícia Federalista e a Procuradoria-Universal da República.

Confira a nota na íntegra:

Neste Domingo de Ramos (24), dia de comemorar nossa fé, a luta por justiça, e na ritual o domingo que antecede a Páscoa sobre recomeços e ressurreição, acordamos com a notícia da operação conjunta da Procuradoria Universal da República, Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Federalista.

Hoje é um dia histórico para a democracia brasileira e um passo importante na procura por justiça no caso de Marielle e Anderson. São mais de 6 anos esperando respostas sobre quem mandou matar Marielle e o por quê?.

Marielle era uma parlamentar eleita com mais de 46 milénio votos na Cidade do Rio de Janeiro e tinha uma atuação voltada à garantia de direitos para a população fluminense e melhoria das condições de vida de toda a cidade, com atenção para aquelas e aqueles que comumente tem seus direitos fundamentais violados: moradores das favelas e periferias, pessoas negras, mulheres, trabalhadores informais. Sua luta era por justiça social, garantia de direitos básicos para a população. E é por essa razão que sua luta não termina com seu bárbaro assassínio e de seu motorista, Anderson.

A solução do caso é medial para nós, mas não unicamente. Hoje, falamos da influência desta resposta para todo o Brasil, os eleitores de Marielle, para defensoras e defensores de direitos humanos e para a população mais vulnerabilizada desse país.  

É importante não perdermos de vista que até o momento ninguém foi efetivamente responsabilizado por esse transgressão, entre os apontados porquê executores e mandantes.  Todas as prisões são preventivas e ainda há muita coisa a ser investigada e elucidada, principalmente sobre o explicação das motivações de um transgressão tão cruel porquê esse. Mas, os esforços coordenados das autoridades são uma corisco de esperança para nós familiares.

Reconhecemos o esforço da Procuradoria Universal da República, da Polícia Federalista, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Ministro Alexandre de Moraes do STF para continuar por respostas sobre o caso, agora aguardamos o resultado da meio da investigação e a eventual denúncia dos mandantes e de todos os responsáveis pelas obstruções da justiça.

Neste dia de dor e esperança, nossa família segue lutando por justiça. Zero trará nossa Mari de volta, mas estamos a um passo mais perto das respostas que tanto almejamos.

Com esperança e luta,

Marinete, Anielle, Antônio e Luyara.

Manadeira: Escritório Brasil