Espécies nativas de mamíferos silvestres são vistas em parques do RJ

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Pesquisa feita por professores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Veiga de Almeida (UVA) constatou a presença de espécies nativas de mamíferos silvestres em circulação entre os parques naturais Chico Mendes e Marapendi, usando o Galeria Virente do Meato das Tachas, relação criada entre as duas áreas, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.

Anteriormente, havia exclusivamente suposições, por análises históricas, sobre a existência dos animais no sítio. Pela primeira vez, as imagens registraram a presença de pacas (Cuniculus paca) nos parques naturais urbanos.

O monitoramento durou um ano e conseguiu flagrar, por meio de armadilhas fotográficas, no período de 2020 e 2021, outros animais uma vez que tatus-galinha (Dasypus novemcinctus), capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), gambás (Didelphis aurita), mãos-peladas (Procyon cancrivorus), no Parque Chico Mendes, onde se concentrou a pesquisa.

A professora da graduação de biologia e do mestrado profissional em ciências do meio envolvente da universidade, Cecilia Bueno, pesquisadora e coautora do levantamento, destacou a relevância dos corredores ecológicos para prometer que as espécies continuem em seu habitat, mesmo em áreas urbanas e, dessa forma, reduzam a prenúncio de extinção.

A paca, por exemplo, corre sério de risco de extinção, devido à caça para aproveitamento de sua músculos. O mesmo ocorre em relação ao tatu-galinha.

Conexão

Cecilia trabalha há muito tempo com a biodiversidade do Rio de Janeiro e tinha muita vontade de entender a fauna residual dos parques urbanos. 

 “O Galeria das Tachas, associado ao plantio, foi feito há uma dezena, aproximadamente”, disse à Sucursal Brasil a professora da UVA. Ela tinha curiosidade de saber se além dos saguis de tufo branco e tufo preto (callithrix), que conseguiram transpor da Lagoa de Marapendi e passar, pela conexão, para o Parque Chico Mendes, e se espécies terrestres, não arborícolas, estavam fazendo o mesmo.

As armadilhas fotográficas foram colocadas nos dois parques e, também, na conexão Galeria das Taxas.

“Nste trabalho, focamos em Chico Mendes, que era o que tinha menos dados. E, surpreendentemente, observamos que as espécies também estavam passando pelo galeria. Por um lado, eu fico feliz, porque o Galeria das Tachas amplia a espaço de circulação das espécies entre os dois parques. Por outro lado, é mais um conduto para a invasão antrópica (ocupação de zonas terrestres pelo varão). Infelizmente, as pessoas também circulam.”

Cecilia lamentou que no parque Chico Mendes, a pressão antrópica é contínua e extremamente potente. No sítio, existe ocupação quase dentro do parque, sinalizou. A professora defendeu uma maior fiscalização no parque e, também, uma ampliação das áreas protegidas por meio da desocupação social equilibrada e sensata, com a transferência dos humanos que invadiram os parques para outros locais.

“Na verdade, a teoria é fazer com que toda a espaço do parque fique essencialmente para a fauna, sem a presença humana”, explicou.

Remoção

Governos municipal e estadual devem proceder à remoção das comunidades carentes que habitam os parques, porque não há opção de um sítio melhor, e a chuva da lagoa é poluída.

Com a ampliação da espaço protegida dos parques, deve ser feita também a revegetação da restinga. Com isso, a profesora Cecília acredita que se conseguiria dar, de vestuário, “esperança para a fauna residual persistir, pelo menos, a médio e longo prazo”. Outra coisa importante para que isso se efetive é a manutenção correta das áreas de interligação naturais, além da geração de mais áreas que sejam interligadas de forma correta.

A professora afirmou que estudos uma vez que esse são importantes porque comprovam que, mesmo em um envolvente urbanizado, os animais têm capacidade de persistir quando são criadas condições favoráveis.

“Eu acho que precisa, realmente, melhorar o ordenamento desses parques para a via pública, porque ali temos duas avenidas de sobranceiro tráfico, onde circulam muitos carros: a Avenida das Américas e a Avenida Lucio Costa. A gente precisa melhorar a segurança para essas espécies circularem, para não morrerem atropeladas. Elas não sabem que existe um limite entre elas e a pista e, eventualmente são expostas a risco.”

A pesquisa deverá ser apresentada à gestão do Parque Procedente Municipal Chico Mendes, cuja gestão está a incumbência da Instauração Riozoo e da Secretaria Municipal de Meio Envolvente, ambos ligados à prefeitura do Rio.

Nascente: Sucursal Brasil