Franco da Rocha faz feirão para famílias que perderam casas

Franco da Rocha faz feirão para famílias que perderam casas

A prefeitura de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, convidou as imobiliárias da cidade para um feirão de imóveis talhado a famílias que perderam suas casas nos deslizamentos de 2022. O evento será realizado neste sábado (23). Os atendidos têm à disposição R$ 197 milénio para comprar imóveis de sua preferência, de ao menos 36 metros quadrados – dois quartos, sala, cozinha, banheiro e espaço de serviço.

Em fevereiro daquele ano, as fortes chuvas deixaram 1,1 milénio desalojados e os desabamentos mataram 18 pessoas. Perderam definitivamente as casas, 70 famílias.

Essas famílias, desde logo, estão sendo atendidas com auxílio-aluguel. Agora, segundo a secretária de Habitação de Franco da Rocha, Ana Carolina Nunes, elas devem conseguir a moradia definitiva. “A gente fez o cadastramento de todas as famílias e nós conseguimos dar ingressão em um pedido junto ao Ministério do Desenvolvimento”, disse.

Compra de imóveis

Durante oito meses também foi oferecido um favor no valor de R$ 600. “Para as famílias poderem reconstruir a estrutura da vida, reconstituir alguma coisa da mansão”, ressaltou.

Inicialmente, o projeto era edificar um conjunto habitacional. De entendimento com Ana Carolina, além dos R$ 9 milhões disponibilizados pelo governo federalista, a prefeitura entrou com mais R$ 5 milhões para viabilizar o projeto. Entretanto, o terreno que seria usado não comportaria todas as moradias necessárias.

“Ao longo do caminho a gente percebeu que não ia ser viável neste sítio. Portanto, nós solicitamos ao governo federalista que fizesse a modificação do projeto. Em vez de edificar essas unidades, porquê tem a previsão permitido, a gente poderia comprar essas unidades existentes no município”, explicou Ana Carolina sobre porquê a proposta mudou de rumo.

A mudança encontrou entraves burocráticos que tiveram que ser superados para possibilitar o atendimento das famílias. “Passamos uma lei na Câmara [Municipal] autorizando o município a transferir essas unidades, porque tem todo um problema com comprar as casas pelo município e depois repassar a terceiros”, explica a secretária.

Entraves

Apesar de resolver, segundo Ana Carolina, o processo do ponto de vista permitido, não foi provável fazer a compra diretamente por falta de interesse dos empreendedores da cidade que não apresentaram propostas. “O concurso que a gente fez, a licitação que a gente fez, fracassou”, lamenta a secretária que garante que todas as etapas eram informadas e conversadas com famílias interessadas.

“Tudo isso que eu estou te falando, assim, a cada passo desse processo, a gente fazia uma audiência pública, chamava os moradores, explicava o que estava acontecendo, para os momentos bons e ruins”, afirmou Ana Carolina.

Manancial: Filial Brasil