Frente fria potencializa efeitos de volume quente e úmida do Sudeste

Frente fria potencializa efeitos de massa quente e úmida do Sudeste

A chegada de uma frente fria, que promete temporais na Região Sudeste, provocou a decretação de ponto facultativo em repartições públicas do município e estado do Rio de Janeiro e deixou a população carioca em alerta.

Segundo o Instituto Vernáculo de Meteorologia (Inmet), a previsão é de chuva potente que oferece “grande risco” ao território fluminense, ao litoral setentrião de São Paulo, ao sul do Espírito Santo e à zona da mata e Serra da Mantiqueira em Minas Gerais.

A situação é provocada pelo encontro de uma volume de ar indiferente, vinda do sul do país, com a volume de ar quente e úmido que está instalada no Sudeste há alguns dias.

“O Rio de Janeiro já vem ao longo desta semana com algumas pancadas ocasionais. Ontem ocorreram algumas chuvas localizadas. Isso está acontecendo em grande segmento do Sudeste, devido a uma volume de ar mais quente e úmida que vinha predominando na região. O que acontece a partir de hoje? O progressão de uma frente fria potencializa toda essa instabilidade que estava predominando na região”, explica a meteorologista do Inmet Naiane Araújo.

A formação de massas de ar quente e úmido no país é um fenômeno generalidade de ocorrer no verão e início de outono, afirma Naiane. “Esse é um padrão da estação do ano na maior segmento do território do Brasil. E nesse início de outono, a gente ainda tem muitas características do verão.”

Já a frente fria é formada no sul do continente, na Argentina e Uruguai, e se desloca em direção ao setentrião, nordeste, atingindo assim tanto a Região Sul, vizinha desses países, quanto o Sudeste. Com ela, vem uma volume de ar indiferente.

“A frente se formou entre terça e quarta-feira, mais ou menos, na fundura da Argentina e chegou ao sul do país ontem. Toda a vez que temos o progressão de uma frente fria, com quem vem sempre um ar relativamente mais indiferente, e ela se encontra com a volume de ar quente, a gente tem um choque de massas de ar. E esse choque de massas incrementa a requisito das chuvas.”

Segundo ela, o alerta do Inmet não significa que vai chover potente em todas as áreas previstas. Algumas regiões podem tolerar mais que as outras, devido a fatores uma vez que a predominância do ar quente e o relevo da espaço.

“Não é porque a gente colocou aviso vermelho abrangendo todo o estado do Rio de Janeiro, que [os temporais] vão afetar o estado uma vez que um todo. É uma situação que vai intercorrer de forma mais isolada, principalmente nas áreas mais vulneráveis, uma vez que a região serrana, que é mais perigosa, a região do litoral, a capital, o setentrião do Rio. Essa precisão de onde vai intercorrer exatamente, a gente consegue seguir mais em curtíssimo prazo”, destaca a meteorologista.

Naiane explica que são elevadas as chances de o alerta do Inmet se concretizar, ou seja, de ter chuvas fortes que oferecem grande risco a algumas áreas do Sudeste.

“Geralmente, quando temos um sistema muito organizado, uma vez que é o progressão dessa frente, tudo indica que as chances de ocorrer são muito elevadas. A previsão foi muito certeira para o Sul. Além do padrão matemático que usamos no Inmet estar indicando esse cenário, tem outros modelos que estão indicando o mesmo cenário. Para esse sistema não ter ocorrido, já teriamos que ter visto toda uma mudança lá no sul do país, o que não aconteceu”.

A previsão do Inmet é que até o domingo haja chuvas superiores a 60 milímetros (mm) por hora (ou seja, 60 litros de chuva para cada metro quadrilátero) e maiores de que 100 mm por dia. O amontoado até domingo pode chegar a 200 mm.

Há grande risco de danos em edificações, incisão de robustez elétrica, queda de árvores, descargas elétricas, alagamentos, enxurradas e grandes transtornos no trânsito, segundo o alerta do Inmet.

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